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trato-me por tu


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sexta-feira, novembro 12, 2004

WE ARE THE DREAMERS OF A DREAM



Gostava, mas não posso. Discorrer sobre os sonhos. Dizer.

"Tinha a certeza que sonhara aquele sonho na véspera ou na antevéspera
na véspera
e por isso mesmo, sem acordar, pensava
-Não merece a pena preocupar-me já conheço isto
desinteressado de episódios que sabia falsos
-Estou a dormir
me assustaram ontem, não me assustavam mais
-Para quê ralar-me tudo mentira
consciente da posição do corpo na cama, de uma prega de lençol a doer sob a perna, da almofada
como sempre
a escorregar entre o colchão e a parede, os dedos
independentes, sozinhos
procuravam-na, agarravam-na, traziam-na de volta, dobravam-na sob a bochecha que por seu turno se dobrava nela, que parte de mim a almofada e que parte a bochecha, os braços prendiam a fronha e eu a assistir aos braços
-São meus
espantado de me pertencerem, consciente que um dos plátanos da cerca, de noite um borrão no vidro e agora nítido, entrava sono dentro erguendo-me a cabeça
apenas a cabeça visto que a prega do lençol continuava a doer"


Não é este, mas como é Novembro, já chegou "Eu Hei-de Amar uma Pedra", de A. Lobo A.

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M83
Farewell, goodbye

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