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trato-me por tu


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quarta-feira, fevereiro 02, 2005

LAST NIGHT I DREAMT

Eu, que sonho a dormir e durmo nos sonhos, vezes e vezes sem conta, e que até acredito que apesar do sonho ser "uma actividade mental não dirigida", se conseguem algumas manobras, voltas e reviravoltas, confesso o meu desgosto pelo facto de raramente, mesmo muito, se ouvir uma canção ou outra melodia.
A maior parte das vezes há um som que mal se percebe, dilatado e imiscuído nas personagens e no ambiente, daí eu nem conseguir saber se foi aquela pessoa ou se, não, não estou a sonhar, foi mesmo a parede que falou!

Mas só me lembrei deste desgosto depois de um sonho em que ouvia perfeitamente uma das minhas músicas favoritas. A sensação, habitual nos sonhos, de realismo é elevada a várias potências. Há uma reprodução exacta de algo que não foi criado por nós, exterior. Mas ao mesmo tempo tudo era mais fantástico. Porque, sem walkman ou sound-system, como é que se ouve a nossa música favorita na rua?
O que vale é que só agora, depois de ter sonhado, me lembro disto. Como, aliás, desse sonho.
Afinal, não é para isso que servem os blogs?
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Freud atribuía ao sonhar uma função específica: permitir que importantes processos fisiológicos reparadores fossem concluídos antes do despertar. Talvez essa seja a característica mais comovente do "Pai da Psicanálise": ao mesmo tempo em que foi um materialista convicto, criou uma teoria muito próxima à metafísica. Quanto à música de sonho que vem de lugar nenhum sem que nos questionemos do absurdo da situação, talvez Dr.Tom Waits tenha a resposta exata para isso. Diz ele textualmente: "You're innocent when you dream". Inocentes demais para não nos fazermos as perguntas que cabem no momento em que sonhamos. E para - despertos - ainda criarmos blogs. Um beijo, Hugo! Ana.
 
eu sonho muito. e sonho de muitas formas. e também já me tinha questionado: porque não sonho os sons? o único que ainda vai aparecendo - estraga sempre tudo - é o som vibrante do telemóvel no despertar de mais um dia ou no correr de uma noite interrompida.

mas sonho sempre. sempre que ouço a música que me enche o cubículo onde nascem os sonhos.

mj
 
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2 Comments:

Freud atribuía ao sonhar uma função específica: permitir que importantes processos fisiológicos reparadores fossem concluídos antes do despertar. Talvez essa seja a característica mais comovente do "Pai da Psicanálise": ao mesmo tempo em que foi um materialista convicto, criou uma teoria muito próxima à metafísica. Quanto à música de sonho que vem de lugar nenhum sem que nos questionemos do absurdo da situação, talvez Dr.Tom Waits tenha a resposta exata para isso. Diz ele textualmente: "You're innocent when you dream". Inocentes demais para não nos fazermos as perguntas que cabem no momento em que sonhamos. E para - despertos - ainda criarmos blogs. Um beijo, Hugo! Ana.

By Anonymous Anónimo, at 1:28 da manhã  

eu sonho muito. e sonho de muitas formas. e também já me tinha questionado: porque não sonho os sons? o único que ainda vai aparecendo - estraga sempre tudo - é o som vibrante do telemóvel no despertar de mais um dia ou no correr de uma noite interrompida.

mas sonho sempre. sempre que ouço a música que me enche o cubículo onde nascem os sonhos.

mj

By Blogger mary john, at 8:19 da tarde  

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M83
Farewell, goodbye

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